Challenger SRT8

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Dodge mostra o novo Challenger SRT8 em Chicago
Muscle car tem 431 cv, 569 Nm e custa o equivalente a R$ 70.258. Nos EUA, evidentemente
Fotos: Divulgação

(07-02-08) - O Dodge Challenger é um modelo raríssimo no Brasil, mas foi marcante nos EUA, onde seu desempenho, estilo e preço, aparentados com os do Plymouth Barracuda, fizeram dele um sucesso até a chegada da crise do petróleo, pouco depois de seu lançamento, em 1970. Como se tornou um modelo raro, seus preços no mercado de antigos subiram vertiginosamente. A Chrysler, sempre atenta aos movimentos de mercado, não fez por menos e lançou uma versão moderna do carrão. E que versão!

Criada sobre a plataforma LY, um aperfeiçoamento da LX, atualmente usada pelo Chrysler 300 C, o Challenger, de novo, chega em má hora. O governo dos EUA aprovou em dezembro uma norma de emissões mais rigorosa, que exige uma melhoria de 40% no consumo dos carros até 2020 e uma média de consumo para a frota de 15 km/l. Ainda que o prazo para que isso entre em vigor seja longo, o futuro dos pony e muscle cars está ameaçado como eles são concebidos atualmente, com grandes motores V8. Tanto que a GM anda até estudando a criação de um Chevrolet Camaro híbrido, o que teoricamente garantiria o desempenho com menores emissões.

No caso do Challenger, não há concessões. O motor é um belíssimo V8 6,1-litros que desenvolve 431 cv a 6.200 rpm e estonteantes 569 Nm de torque a 4.800 rpm. As fotos do carro cavando o asfalto com seus pneus não são, como se pode perceber, apenas uma imagem publicitária. O Challenger deve fazer isso facilmente, se seu controle de tração for desativado. A transmissão padrão, como em todo carro norte-americano, é automática, de cinco marchas. Não há, pelo menos por enquanto, a opção de câmbio manual.

Dizer que o Challenger é um carrão não é exagero. Só de entreeixos ele tem 2,95 m. De comprimento são 5,02 m, com 1,92 m de largura e 1,45 m de altura. Cupê, como o modelo original, o novo muscle car da Dodge pesa 1.870 kg (bem acima do peso, mas obesidade é um mal que assola o mundo, nestes dias) e leva cinco pessoas.

Apesar de “gordinho”, o Challenger acelera até os 100 km/h em menos de 5 s e tem uma capacidade de aceleração lateral de 0,88 g. A velocidade máxima não é informada, mas com certeza está acima dos 250 km/h, sem nenhum tipo de limitação, como acontece com os carros alemães.

O que a Dodge divulga é o espaço de frenagem, uma preocupação nos muscle cars originais, que aceleravam que era uma beleza, mas fazer curva e frear não era com eles. A 100 km/h, ele leva pouco mais de 30 m para parar completamente. Outra diferença entre o novo e o velho é a suspensão, independente nas quatro rodas, com multilink na traseira para o Challenger 2008, enquanto o original trazia eixo rígido.

O novo esportivo da Dodge terá apenas três cores disponíveis: laranja, prata e preto. Se variedade não é o forte do cupê, ninguém poderá reclamar que o carro oferece pouco conforto ou tecnologia. Além de toda a sopa de letrinhas em termos de segurança (ABS, ESP, CFR, EARS etc.), o carro também trará, para quem puder comprá-lo, um sistema que detecta a presença da chave com o condutor e abre e fecha as portas automaticamente, além dos tradicionais sistemas de som, de navegação por GPS e de entretenimento, entre outros dispositivos.

Com tudo isso, o carro deve custar uma fortuna, correto? Depende do que você define como muito dinheiro. A Dodge, no informativo sobre o carro, divulga que ele custa US$ 37.995, valor que inclui um frete de US$ 675, mas no site da empresa, que traz o Challenger em destaque, o preço divulgado é de US$ 40.095. Em reais, pelo câmbio de hoje, isso dá R$ 70.258. É pouquinha coisa a mais do que você paga por um Chevrolet Vectra GT-X (R$ 69,59 mil) e bem menos do que custa o melhor esportivo brasileiro, o Honda Civic SI (R$ 99,5 mil). Achou caro?

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