BMW K 1200R

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BMW K 1200R apresenta tecnologia nua e crua
Com motor de quatro cilindros em linha de 1157 cm³, naked traz freios ABS e suspensões eletronicamente ajustáveis
Fotos: Divulgação

(20-01-08) - Antes de subir na naked BMW K 1200R o ousado design chama a atenção. Motor e quadro descobertos deixam a moto “nua”. Na frente, os dois faróis assimétricos cobertos por uma pequena bolha são marcas da ousadia alemã. Mas as surpresas não param por aí. Basta despertar seu motor de quatro cilindros em linha posicionado transversalmente para que se perceba a alma esportiva dessa naked.

Derivado da esportiva K 1200S – a primeira moto na história da BMW a usar essa arquitetura de motor – o propulsor de 1.157 cm³ e quatro válvulas por cilindro é alimentado por injeção eletrônica e emite um grave som pela única saída de escape. Com refrigeração líquida, produz 165 cv de potência máxima a 10.250 rpm e oferece 12,9 kgm de torque a 8.250 giros. Na prática isso se traduz em uma moto rápida nas acelerações e com velocidade final acima dos 250 km/h. Mas o motor potente, e aparente, é somente uma das qualidades dessa naked.

Os olhos não vêem

Apesar da ausência da carenagem, muita tecnologia está escondida nessa BMW. A começar pelo conjunto de suspensões. Na traseira, o monobraço oscilante traz também o eixo-cardã, responsável pela transmissão final. Na dianteira, o revolucionário sistema “Duolever” da marca traz apenas um conjunto mola-amortecedor, isolando o guidão das oscilações, comuns no tradicional garfo telescópico. Para completar, tudo isso pode ser ajustado eletronicamente pelo simples toque de um botão no punho direito.

Trata-se do ESA (Eletronic Suspension Adjustment), que regula tanto a carga da mola como a compressão e o retorno, de acordo com o estilo de pilotagem – esportivo, normal e conforto. O ESA equipa apenas a versão top de linha da K 1200R.

Os freios – discos duplos de 320 mm na frente e disco simples de 265 mm atrás – também contam com a ajuda da eletrônica. Trazem sistema anti-bloqueio (ABS), que garante frenagens seguras e progressivas.


Completando a parte ciclística está o belo quadro de dupla trave superior feito em liga-leve e que conta com o motor como parte integrante da estrutura. Aliado às suspensões e aos pneus esportivos sem câmara – 120/70-17 (dianteiro) e 180/50-17 (traseiro) – o conjunto garante estabilidade para acelerar à vontade e também bastante firmeza para contornar curvas de maneira radical.

Pilotagem

Com tanta tecnologia e um potente motor a seu dispor, resta ao motociclista acelerar e aproveitar as qualidades da K 1200R. Assim como seu propulsor e seu quadro, a posição das pedaleiras deriva da sua irmã mais esportiva, a K 1200S. Porém, nessa naked o ângulo de cáster é menor, garantindo assim mais agilidade nas manobras e mudanças de direção. A mesa de direção também é diferente, proporcionando uma posição de pilotagem mais ereta.

Na tocada, as diferenças ficam por conta da relação final um pouco mais curta, o que melhora a aceleração, porém reduz um pouco a velocidade final. Na prática, essa redução acontece até mesmo por parte do piloto que, no caso da naked K 1200R, tem de economizar no acelerador, uma vez que não conta com a proteção aerodinâmica da carenagem integral.

No “cockpit”, o motociclista enxerga dois mostradores de leitura analógica – velocímetro e conta-giros – e uma pequena tela de cristal líquido, que traz informações de um pequeno computador de bordo, como temperatura do motor, autonomia, consumo, além da marcha engatada.

Computador de bordo disponível apenas na versão TOP, que custa R$ 79,5 mil, e traz ainda ABS, o sistema ESA e rodas esportivas. A versão mais básica, chamada de SPORT, sai por R$ 73,5 mil. A tecnologia tem seu preço.

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